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Tocantins

Situado na Região Norte, o Tocantins está em uma zona de transição geográfica entre o cerrado e a floresta Amazônica, abrigando plantas e animais característicos das duas regiões. A riqueza natural marca o estado, impulsionando o turismo ecológico. Rios como o Araguaia e o Tocantins atraem pescadores e turistas pela grande variedade de peixes e praias de água doce, como a da Graciosa, um dos principais pontos turísticos. Localizada às margens do Tocantins, distante cerca de 10 km da capital, Palmas, essa praia possui vasta extensão de areia, em meio a palmeiras, como babaçu e buriti. No sudoeste do estado localiza-se Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, que possui fauna e flora variadas. Na ilha está o Parque Nacional do Araguaia, além de reservas indígenas, como a dos carajás.
Formado pelo desmembramento de cerca de 40% do território de Goiás – a parte menos desenvolvida –, o Tocantins é criado para estimular o desenvolvimento da Região Norte. O estado recebe, então, um grande número de migrantes, provenientes principalmente das regiões Nordeste e Centro-Oeste. A cidade planejada de Palmas é a capital brasileira que apresenta o maior crescimento demográfico: 29,3% entre 1991 e 1996.
A estrutura fundiária continua bastante concentrada: os grandes estabelecimentos (acima de 1.000 ha), que correspondem a 8,1% do total de unidades, ocupam 57,1% da área, enquantos as pequenas propriedades (até 100 ha), que representam 46,4%, apenas 5,4 da área total. A disputa pela posse da terra é causa de violentos conflitos no campo, que envolvem fazendeiros e posseiros. A situação é ainda mais grave na região do Bico do Papagaio, no norte do estado.
Novas tecnologias – A pecuária bovina, destinada ao corte, é o segmento mais importante da agropecuária, que ocupa 60% do território. A partir dos anos 90, o setor de lavouras apresentou acentuada redução de área, mas registrou aumento de produtividade, atribuído, em parte, à utilização de novas tecnologias. O avanço da agricultura irrigada tem beneficiado as culturas de arroz e soja, principalmente na parte leste do vale do rio Araguaia, nos municípios de Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão e Cristalândia. Na porção leste do estado ganha força a fruticultura. A cultura do abacaxi tem se desenvolvido bem em Miracema do Tocantins, ao norte de Palmas.
Infra-estrutura – Tocantins tem um rico potencial, com terras favoráveis à agropecuária e grandes rios para o escoamento das safras, mas o crescimento econômico ainda é modesto, comprometido pela precária infra-estrutura. O déficit de energia é grande – o estado produz apenas 35% do total que consome. Em 1998, um consórcio de estatais e empresas privadas inicia a construção da Usina Hidrelétrica de Lajeado, no rio Tocantins, que deverá entrar em funcionamento até 2002. Paralelamente está sendo instalada uma linha de transmissão de energia que parte da Usina da Serra da Mesa, no norte de Goiás, corta o estado de Tocantins e termina na Usina de Serra Quebrada, em Imperatriz, no Maranhão. Na área de transportes têm início, em 1997, as obras de um sistema que deverá ligar a estrada de ferro Carajás à estrada de ferro Norte–Sul (em fase de implantação) e à hidrovia Tocantins–Araguaia. Além de obras de infra-estrutura, o governo estadual oferece incentivos fiscais, com a menor carga tributária do país, para atrair novos empreendimentos. Nos últimos nove anos cresce 120% o número de empresas instaladas no estado, com destaque para o setor agroindustrial.

FATOS HISTÓRICOS – Já durante as lutas de independência, parte da elite goiana, com interesse nas áreas mais ao norte da província, procura estabelecer um governo autônomo na região do atual estado do Tocantins. É uma forma de protestar contra o abandono por parte das autoridades do Império. No início da República há nova tentativa de dividir Goiás entre o norte e o sul. Somente nas décadas de 70 e 80 deste século é que o movimento pela emancipação do norte goiano começa a ganhar força no Congresso Nacional. O apoio, em boa parte, decorre do consenso da necessidade de acelerar a ocupação da região do Bico do Papagaio, depois do confronto entre a guerrilha do Araguaia e o Regime Militar nos anos 70. Em 1988, por determinação da nova Constituição federal, é criado o estado do Tocantins.

Mapa de Tocantins

GEOGRAFIA

Localização: sudeste da Região Norte.

Área:: 278.420,7 km².

Relevo: depressões na maior parte do território, planaltos a sul e nordeste, planície no centro e com a Ilha do Bananal.

Ponto mais alto: serra Traíras (1.340 m).

Rios principais: Tocantins, Araguaia, do Sono, das Balsas e Paranã

Vegetação: floresta Amazônica ao norte; cerrado na maior parte do território com pequeno trecho de floresta tropical.

Clima: tropical.

Municípios: 139 (1998).

Municípios mais populosos: Araguaína (111.830), Palmas (110.668), Gurupi (68.633), Porto Nacional (42.779), Paraíso do Tocantins (34.972), Colinas do Tocantins (25.952), Araguatins (23.920), Tocantinópolis (19.914), Guaraí (19.678) e Formoso do Araguaia.

Rodovias: 9.219 Km.

Ferrovias: Não há.

(19.495) (est. 1998).

Hora local: a mesma.

Habitante: tocantinense.

 

POPULAÇÃO: 1.107.803 (1998).

Densidade: 3,97 hab./km².

Crescimento demográfico: 2,7 % ao ano (1991-1996).

Crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 6,4 % (1998).

Analfabetismo: 21,18 % (1996).

Mortalidade infantil: 37,48 por mil nascidos vivos (1996).

IDH: 0,587 (1996).

Escolas de ensino básico: 2.685.

Escolas de ensino médio: 127.

Escolas de ensino superior: 2.

Médicos: 341.

 

GOVERNO

Governador: José Wilson de Siqueira Campos (PFL) (reeleito em 1998).

Senadores: 3.

Deputados federais: 8.

Deputados estaduais: 24.

Eleitores: 624.344 (1998).

 

ECONOMIA

Participação no PIB: 0,26 % (1995).

Agricultura: arroz (261.188 t), milho (70.373 t), mandioca (30.454 t), soja (14.097 t) e feijão (3.563 t) (1996).

Pecuária: bovinos (5.218.142) e suínos (217.508) (1996).

Mineração: ouro (751.167 g) (1996).

Indústria: alimentícia, construção civil, madeireira e moveleira.

Arrecadação do ICMS: US$ 22.400.000,00.

Despesa orçamentária: US$ 127.800.000,00.

Receita orçamentária: US$ 110.300.000,00.

CAPITAL: Palmas.

Habitante: palmense.

População: 110.668 (1998).

Prefeito: Manoel Odir Rocha (PPB).

Fundada em: 1/1/1990.